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Maria Nicanor

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11 abril 2011


Estava tão cansada, tão farta, havia momentos em que parecia que estava a entrar em depressão mas depois, recompunha-se quando entrava alguém e sorria. Quando somos bons a sorrir as pessoas não percebem, não percebem o quão mentiroso aquele sorriso pode ser. Ela era boa a sorrir.
O pensamento invadia a sua mente: Ele, como sempre. E, então perguntava-se quando o voltaria a ver. Nunca.
Ele havia-lhe dito que se ia embora no próprio dia em que partira e não se haviam despedido, não o quis. Ele nunca lhe dissera adeus nem lhe havia dado um beijo de despedida para que ela pudesse saber em que estado estavam.
Ele era inconstante, ela esperava, magoada.
Parecia que ele já não se lembrava de como a tinha amado antes, ela rezava para que ele se lembrasse. Quando havia sido a última vez que ele pensara nela? Teria-a esquecido por completo?
Precisava dele, precisara sempre, mas só agora tinha percebido a verdadeira razão dessa necessidade. Amava-o.
E foi quando o telefone tocou. Ele estava de volta e ela, pela primeira vez, não gritou nem explodiu, apenas disse:
«- A que horas chega o voo?»
19 ♣


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