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Maria Nicanor

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06 fevereiro 2011




Todos queremos crescer e queremos fazê-lo a todo o custo.
Queremos ser maiores e melhores.
Queremos fazer o correcto.
Queremos tomar decisões de adultos, daquelas que magoam menos, que são mais estudadas e que trazem menos dores de cabeça.
Queremos sofrer menos, e sentir menos.
Queremos a frivolidade deles.
Queremos que a vida seja sempre sol e calor.
Sinceramente acho que sempre pensei que nos adultos, aqueles seres que só mostram as emoções nos filmes, as coisas fizessem menos mossa.
Então dei por mim, a tentar tomar uma dessas decisões que só um adulto tomaria, porque uma criança nunca pensa muito no assunto, e deixa-se levar. Mas eu, pensando que assim tudo correria bem, estudei a situação, estudei o que dizer, tentei ser fria, achando estar a fazer o correcto.
Mas estava tão ocupada a tentar portar-me como os “crescidos” que não previ o que iria acontecer, e só demasiado tarde percebi o que tinha feito, tudo o que tinha acontecido.
Em vez de menos dores de cabeça ganhei mais, em vez de sofrer e sentir menos sinto mais, e em vez de encontrar sol e calor só encontrei frio quando lá cheguei. Mesmo muito frio. E aí, aí estava sozinha, sem ninguém que me estendesse um cobertor ou me aquecesse com calor humano.

Acho que somos todos farinha da mesma massa, apenas eles acham que por terem mais experiência e serem mais crescidos as coisas irão correr melhor, e oh como nos fazem crer nisso também.
Mas não vão. Ser adulto apenas significa que o tamanho das feridas aumenta, que doem mais e que têm muitos mais anos de feridas que nós, e mesmo assim ainda não aprenderam a maneira correcta de lidar com elas.
27 ♣


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